LIVE GALO 08/01/2021 – TV GALO
“É uma honra e, ao mesmo tempo, um grande desafio estar aqui hoje”, afirmou o novo diretor de Futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, que assinou contrato com o Clube por duas temporadas. Ele foi apresentado oficialmente na manhã desta sexta-feira (8), em entrevista coletiva virtual na sala de imprensa da Cidade do Galo.
Fotos: Pedro Souza / Agência Galo / Clube Atlético Mineiro
Confira alguns assuntos abordados pelo novo diretor de Futebol atleticano:
Torcida – “O que me motivou a aceitar esse convite foi justamente o fanatismo da nossa torcida, a infraestrutura que esse clube tem, não só da Cidade do Galo, mas também a projeção da Arena, que vem aí em 2022, para abrigar nossa torcida fanática, que sempre foi, para mim, como adversário, anteriormente, um dos maiores obstáculos, e tenho certeza que será uma grande aliada da nossa equipe”.
Agradecimentos – “Quero fazer um agradecimento especial ao presidente Sérgio Coelho e a todo o órgão colegiado, pelo convite que me foi feito, pela confiança no meu trabalho. Um agradecimento também muito especial ao meu colega e um dos grandes, senão o maior entre os executivos, Alexandre Mattos, também um desafio muito grande sucedê-lo aqui. Lembrando, também, que nesse clube passou uma das maiores referências da nossa profissão, o saudoso Eduardo Maluf”.
Expectativa – “Chego aqui com a expectativa de ser muito colaborativo, procurar ajudar na questão estruturante do clube, não apenas limitado à questão de montagem de elenco, é uma coisa que nunca vamos cansar de repetir, que não é apenas isso que um executivo faz. Hoje, com muita alegria, estou aqui falando com todos vocês. Lembrando que esse clube, para mim, quando jovem, ainda iniciando a carreira de atleta, tinha como referência, na minha infância, os grandes ídolos que aqui passaram, desde João Leite, Cerezo, Luizinho, meu amigo Éder Aleixo, que aqui está hoje, Reinaldo e tantos outros. Em resumo, é motivo de orgulho e espero não decepcionar nem a diretoria, nem a comissão técnica, os atletas e, principalmente, a torcida do Galo”.
Acerto – “As coisas aconteceram muito rápido. Desde a minha saída do Internacional, no dia 31 de dezembro, encerramento do meu contrato, após dois anos e oito meses. Eu tinha projetado, talvez, esperar o término do Campeonato Brasileiro para, quem sabe, iniciar um novo projeto. Porém, ainda com a minha família no Rio de Janeiro, recebi uma ligação para que eu pudesse vir a BH me reunir com o presidente e o órgão colegiado que apoia o clube. De pronto, fiz o contato com meu amigo Alexandre, que havia se desligado do clube. Da mesma forma que, após a reunião, quando acertamos todos os detalhes, também tive novo contato com o Alexandre para que pudesse me passar as primeiras impressões aqui do Galo”.
Primeiros passos – Hoje, o momento do meu trabalho não poderia ser diferente do que acompanhar. Estou na imersão de muitas informações. Chegando a um grande clube, preciso das informações e é isso que tenho feito desde que aqui cheguei, tanto na parte administrativa como na parte do departamento de futebol. O momento é de diagnóstico, de atrapalhar o mínimo possível, ser notado o mínimo possível neste momento porque o Galo está na disputa do título do Campeonato Brasileiro. Então, é o momento de, talvez, de forma silenciosa, pensar e planejar a temporada 2021 porque essa ainda é a temporada de 2020. Pensar, realmente, depois de fevereiro, quando terminar o Campeonato Brasileiro. Até lá, é ser colaborativo ao extremo”.
Projeto e Arena MRV – “O Atlético, por si só, quando você recebe o convite, é quase que uma convocação. Não tenho dúvida nenhuma que, para o profissional, é um desejo, um sonho. Teve algumas vezes, antes, que por um motivo ou outro não pude atender a esse convite anteriormente, mas, dessa vez, meu contrato encerrado e o cargo vago aqui, isso viabilizou a minha vinda. Sempre tive o desejo pessoal de vir ao Atlético e, agora, nesse momento, acabou convergindo para que isso fosse possível. A gente sabe que a ideia do Galo é justamente levantar títulos, mas não de qualquer forma, é estabelecer um projeto estruturante, junto com a valorização das categorias de base. A questão da estrutura física é excepcional aqui na Cidade do Galo, motivo de muita honra para os torcedores e para nós que aqui chegamos. Também, algo que motiva qualquer profissional, é estar engajado em um projeto onde, em 2022, o Galo vai ter a sua casa e, se tudo correr bem, espero que sim, eu esteja participando desse projeto da Arena. Tenho certeza que, com estádio e equipe competitiva, os títulos se aproximam”.
Referência em Eduardo Maluf – “O Maluf é e será sempre uma referência para todos nós, e não só aqui no futebol do Galo, é no futebol brasileiro, pela sua postura, respeitabilidade, conduta e conhecimento. Por isso, nosso saudoso Eduardo Maluf vai ficar para sempre na memória de todos nós que, hoje, exercemos essa função”.
Elenco – “Não existe, na minha visão, o perfil do Rodrigo ou do Alexandre. A gente tem que encontrar o perfil do Galo de viabilidade de contratações. Não adianta, o modelo de jogo define a característica do jogador. Se você tem o seu comandante que joga de determinada forma, com a exigência de atletas de determinada característica, não adianta buscar um atleta diferente do perfil desejado. Não é nem a qualidade que está sendo julgada, é porque, realmente, ele não vai se encaixar. Seria até um desperdício fazer um investimento em um jogador com características distintas daquelas desejadas pelo treinador. Então, por isso, precisamos trabalhar de forma muito alinhada. O elenco do Galo, por conta do número de contratações que foram necessárias, era justamente para montar essa base de elenco que, hoje, foi muito bem montada, liderada pelo Alexandre, mas também com o Sampaoli, com o aporte e o auxílio desse órgão colegiado. Então, daqui para frente, foram apenas dois dias de conversa planejando, vamos ter um trabalho que é a manutenção do foco na competição, na busca pelo título, e, ao mesmo tempo, seguir nossas reuniões de planejamento para a próxima temporada. Nessas reuniões, vamos identificar carências. O Galo irá voltar para um calendário mais exigente, por participar de mais competições. Então, automaticamente, você vai precisar buscar alguns reforços para aumentar o número de opções. Penso eu que o trabalho de formatação dessa base de elenco, somado às categorias de base, você sempre tem que ter os jovens, pelo grande trabalho realizado e pela ferramenta que temos hoje aqui, eles precisam fazer essa transição, como já vem sendo feita, o Atlético pode, sim, talvez, ter um número menor de contratações. Não vou falar aqui de investimento, entrar no mérito do valor, mas, talvez, em posições pontuais, que venham agregar qualidade a esse elenco, que já é de muito bom nível. é muito difícil enfrentar o Galo e, por isso, ainda acredito na possibilidade do título. Aí, para a próxima temporada, a gente vai trabalhar muito aqui,d e forma silenciosa, na busca de reforçar pontualmente esse elenco, que já é bom”.
ENTREVISTA COMPLETA DE RODRIGO CAETANO NA TV GALO: