Depois das homenagens recebidas no Mineirão, após a vitória por 3 a 0 sobre a URT, pela rodada de abertura do Campeonato Mineiro, o goleiro Victor concedeu entrevista coletiva e destacou a sensação de dever cumprido, pela brilhante trajetória com a camisa alvinegra, e gratidão, por tudo que viveu no Atlético.
Confira alguns temas abordados pelo eterno ídolo da Massa:
Sentimento – “É de dever cumprido. Estou muito em paz, sereno e tranquilo neste momento. Pude me preparar para isso também, passei um tempo refletindo sobre essa decisão, então, estou feliz por poder encerrar meu ciclo como atleta do Atlético, sabendo que deixei meu legado e cumpri minha missão”.
Futuro e saudade da Massa – “O momento é de desfrutar desse dia, um dia especial, o que foi essa festa. Senti falta demais do torcedor aqui no estádio. É algo que deixou um pouco mais triste, não que tenha sido triste, porque foi um dia de alegria, de me orgulhar por tudo que fiz e vivi vestindo a camisa do Atlético”.
Momento mais feliz – “É difícil falar em só um momento de alegria tendo vivido tantas alegrias com essa camisa, mas acho que o momento mais marcante, não só para mim como para todo torcedor, foi aquela defesa do pênalti contra o Tijuana, conquista da Libertadores. Igualmente feliz, foi a conquista da Copa do Brasil, em cima do nosso maior rival. Foram momentos marcantes”.
Importância do Galo – “O Atlético me alçou a um patamar incrível na carreira. Através do Atlético, pude experimentar as maiores experiências, sensações, alegrias e emoções que tive como atleta, inclusive ter aberto as portas para eu poder disputar uma Copa do Mundo. Então, devo muito ao Atlético, por tudo que vivi de forma tão intensa e tão enraizada, com essa sinergia que vinha das arquibancadas. É algo que vai me marcar para o resto da vida. Jamais vou me esquecer, sempre vão ser muito fortes as lembranças que vivi aqui dentro”.
Futuro do Galo – “Não dá para esperar nada diferente do que conquistas, até pela grandeza do clube, o projeto esportivo, suas ambições, tudo que vem acontecendo, questão de estruturação. A construção da Arena MRV, sem dúvida, será um marco, um upgrade dentro da grandeza do Atlético. Então, enxergo o Atlético, que já é um dos principais clubes do Brasil, sendo ainda mais forte, por toda sua ambição, por tudo que almeja e tem buscado fazer para estar sempre brigando por títulos”.
Carreira e identificação com o Galo – “Nem nos melhores sonhos que eu tinha na infância, eu poderia imaginar chegar ao nível que cheguei e na relação de um clube com um atleta como cheguei aqui. Quando você começa a carreira, tem o sonho de ser um grande jogador e chegar ao futebol profissional. Sou muito grato. Claro que me preparei para isso, mas a gente sabe que nem todos tem a oportunidade. Graças a Deus, pude agarrar bem essa oportunidade que tive, primeiramente no Paulista, depois no Grêmio. Mas, sem dúvida, minha carreira se divide entre antes e depois do Atlético. É um orgulho muito grande poder viver essa relação, essa identificação, essa idolatria, e tantas coisas positivas. Fazer um saldo dessa carreira e dessa passagem pelo Atlético é um saldo muito positivo, algo do qual me orgulho demais e me deixa extremamente feliz. Sei que as façanhas e conquistas que vivi aqui são eternizadas e tenho certeza que o torcedor jamais vai se esquecer desses quase nove anos que vesti a camisa do Atlético”.
Homenagem de Bernard nas redes sociais – “Esse é o grande legado quando você encerra uma carreira vitoriosa. Não são apenas as conquistas, os títulos, mas as amizades, o carinho, a admiração das pessoas. O Bernard representa todos os atletas com quem tive o prazer de jogar, dividir vestiário, dia a dia, poder jogar junto. Essas palavras, vindo de alguém que também fez a diferença aqui dentro do clube, são motivos de um orgulho muito grande. Infelizmente, os ciclos se encerram, mas não vejo com tristeza. Sinto alegria, gratidão e paz porque sei que fiz o que tinha que ser feito. Obrigado, Bernard, pelo carinho e pelas palavras”.
Comemoração com Tardelli – “O Tardelli, já no último jogo, contra o Palmeiras, falou que se fizesse um gol iria me abraçar. Infelizmente, isso não aconteceu, mas aconteceu hoje. O Tardelli é um dos grandes amigos e ídolos que tenho, um cara fora de série, que deixa o vestiário sempre muito leve, um cara sempre muito engraçado, sempre de bom humor. Sem dúvida, para mim, é também uma inspiração, e não precisa nem falar da capacidade e da genialidade dele. Falo da amizade e admiração que tenho por ele, carinho, respeito. Essa amizade ganhou ainda mais força agora, com esse retorno dele para cá. É um dos caras que levarei para o resto da vida como um dos grandes amigos que o futebol me deu, assim como o Réver, um grande irmão que tenho no futebol também. Espero poder trabalhar com eles novamente, em breve. O futebol é uma grande roda gigante e, vira a mexe, a gente está sempre se encontrando. Então, é sempre um prazer poder trabalhar com profissionais desse calibre”.