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PÓS-JOGO

América x Atlético: coletiva de imprensa com Eduardo Domínguez

Estreante da noite, Domínguez falou sobre a partida

1/3/2026 21:40
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Foto: Pedro Souza / Atlético
Foto: Pedro Souza / Atlético

Pergunta: O que você viu nesse jogo? Os atletas conseguiram assimilar o que você pensou? E, no final das contas, mais uma final. E você, com um jogo disputado, já podendo estar numa decisão com a camisa do Galo?

Eduardo Domínguez: Foi um jogo correto, apenas correto. Sem sofrer sobressalto, com algumas chances para marcar, mas a equipe ainda pode crescer muito. As sensações são boas, porque acredito que o time defendeu bem, controlou a bola com critério, no primeiro tempo um pouco mais lento, mas mais verticalidade no segundo tempo. Esses jogos são assim.

Poderíamos ter aberto o placar no primeiro tempo. Algumas jogadas que fizemos no segundo, também poderíamos ter feito o gol, e a partida se desenvolveria de maneira diferente. Por sorte, os jogadores foram mais intensos no segundo tempo, e colocaram o clube em outra final, que não sei quantas são consecutivas nesses últimos anos…


Pergunta: Na sua apresentação você disse que o Hulk precisava ter alguém mais próximo dele. Hoje você optou pelo Reinier. Ele pode ser esse jogador? E no segundo tempo você colocou o Dudu e mudou um pouco a característica do ataque?

Eduardo Domínguez: Vai depender muito de como os jogadores se apresentarem durante a semana. É jogo a jogo. Pode depender do Reinier, do Cassierra, pode depender de vários fatores. Pode jogar outro jogador, como você citou o Dudu. Sim, se precisamos de uma característica de 1 contra 1. Porque o rival, jogando cada vez mais baixo, nos oferece menos espaço. Assim, precisamos de mais individualidade. Fizemos as trocas, entrou o Minda, o Victor Hugo fez uma grande partida, mas estava cansado. Depois, teve que entrar o Cassierra para gerar situações, e é difícil gerar situações contra um time recuado. Geramos situações por fora, por dentro. É preciso ter paciência para a confiança ir crescendo, e eu tenho paciência. 


Pergunta: O Cissé entrou novamente com intensidade, jogando para frente. Falta algo para ele ainda começar como titular?

Eduardo Domínguez: Quantas partidas tem o Cissé aqui? Jogou alguma vez de titular? Ele é um jogador que precisa crescer, de acordo com o meu critério. Ele corre muito, e em uma equipe organizada, talvez ele a desorganize. É tempo, dar dinâmica, dar intensidade. Joga bem, mas é um jovem jogador. Esse tipo de partidas decisivas, precisamos ter uma ordem no princípio. Uma desordem nos geraria distrações na nossa própria equipe. É ter paciência, tempo, joga bem, temos ele aqui com a gente para seguir crescendo. 


Pergunta: Você terá a primeira semana cheia antes da final do Campeonato Mineiro. Qual o principal ponto a trabalhar para deixar o Atlético mais competitivo?

Eduardo Domínguez: Temos que crescer na dinâmica de jogo e nas intensidades defensivas. Há que se trabalhar muito. Hoje, não conseguimos ganhar, mas sabemos da hierarquia do adversário, sem menosprezar. Agora, vamos começar a jogar com rivais de igual ou maior hierarquia. E precisamos melhorar. Precisamos melhorar nas disputas, aumentar a agressividade e a exigência competitiva. 


Pergunta: O que você não gostou na equipe hoje e entende que precisa ser modificado?

Eduardo Domínguez: No primeiro tempo, nos faltou ser mais fortes no ritmo de jogo, mais rápidos e mais agressivos. Houve vários momentos no primeiro tempo em que estávamos com muito espaço entre os jogadores. Precisamos ser mais compactos, estar mais curtos para pressionar melhor e evitar as transições do adversário. Também precisamos gerar mais recuperações para não perder valor com a bola. São várias situações que vamos trabalhar para corrigir.


Pergunta: O time hoje não sofreu gols, algo raro na temporada. Como você classifica esse desequilíbrio entre defesa e ataque? É emocional, físico ou tático?

Eduardo Domínguez: Criamos muitas situações dentro da área, mas precisamos rever o jogo para entender por que não finalizamos melhor. Às vezes faltou o chute e optamos pelo passe. A troca de treinador gera expectativa: para alguns aumenta a confiança, para outros pode gerar dúvidas se os resultados não vinham acontecendo. Precisamos ter paciência para elevar a confiança e manter todos em um nível emocional alto e alinhado. A partir do trabalho, acredito que temos uma boa sensação de crescimento.


Pergunta: Sobre a solidez defensiva e o espaço na entrada da área, algo que já foi problema em outros momentos, você identificou isso como ponto de evolução?

Eduardo Domínguez: Sim, é uma situação que já vimos acontecer e sabemos que precisamos trabalhar e melhorar. Temos tempo e precisamos ter paciência para que a equipe evolua nesse aspecto.


Pergunta: Você optou por Victor Hugo como titular. Por que essa escolha?

Eduardo Domínguez: Porque o Victor Hugo não estava 100%. Precisamos que todos estejam preparados para entrar. O Júnior é um jogador com muita experiência. O que aconteceu anteriormente não me corresponde. Olhamos para frente. É um novo caminho, com os mesmos objetivos, e temos muito ainda por escrever.


Pergunta: Depois dessa classificação, você entende que o Galo precisa de reforços, especialmente no sistema defensivo?

Eduardo Domínguez: Primeiro vamos revisar os jogos e ser críticos como devemos ser para melhorar. Precisamos analisar com cuidado para encontrar pontos positivos e corrigir o que for necessário. A autocrítica é importante para evoluirmos.


Pergunta: Sobre o Preciado, como você vê a questão defensiva dele e a possibilidade de usar Alan Franco para potencializá-lo?

Eduardo Domínguez: Precisamos ser críticos, analisar bem a partida e entender as características dos nossos jogadores. O Preciado foi crescendo durante o jogo, mas sabíamos que não tinha condição de atuar em alta intensidade o tempo todo. É um jogador muito ofensivo, com potência, e precisamos ajudá-lo a evoluir junto com a equipe. Não podemos exigir tudo de imediato. Com confiança e entendimento da proposta de jogo, ele pode alcançar um nível melhor.


Pergunta
Você gosta de pontas mais próximos do centroavante. Com as características do elenco, isso pode acontecer aqui?

Eduardo Domínguez: Todos que entram em campo precisam se sentir confortáveis. Se se sentem melhor por fora, jogam  por fora. Se por dentro, por dentro. O mais importante é identificar qual é o melhor esquema para os jogadores que temos.


Pergunta
O Atlético é bicampeão mineiro e o rival vive grande cobrança. A motivação pode ser diferente na final?

Eduardo Domínguez: Qual é a nossa motivação? O que nos move? Não podemos nos enganar. São situações opostas, mas confiamos em nossos torcedores, que foram fantásticos, empurrando o time o tempo todo. Vivemos um momento muito bonito e queremos continuar escrevendo páginas melhores na nossa história. A motivação depende de onde escolhemos nos apoiar para seguir crescendo.

 

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