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PÓS-JOGO

Atlético x Palmeiras: coletiva de imprensa com Sampaoli

Técnico do Galo analisa derrota no Brasileirão

4/12/2025 01:08
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Pergunta: Queria que você falasse sobre o 2026 do Atlético. Em relação à reformulação do elenco, trazer jogadores que vão atuar melhor sobre o seu comando.

SAMPAOLI: “Seguramente, o Clube, nós estamos trabalhando para tentar diagnosticar quais são os jogadores que se identificam muito, primeiro com o Clube, segundo com a maneira de jogar. E, com certeza, já tivemos uma primeira reunião e teremos uma reunião futura para ir tomando decisões pensando no futuro”.

“Quando eu estive aqui em 2020, o time saiu quase campeão, e depois conquistou o título com uma base de jogadores que representava o Clube, e conquistou coisas importantes. Temos que voltar a dar orgulho ao torcedor com esse tipo de personalidade, com jogadores que tenham a chance de… Que não aconteça o que tem acontecido nesse último ano, chegando na última rodada estamos pensando em rebaixamento ou não. Não creio que a história do Clube mereça isso. Portanto, há muito o que avaliar e analisar”.

Pergunta: Você chegou a dizer uma vez que era difícil colocar, na sua visão, Hulk e Scarpa juntos…

SAMPAOLI: “Não lembro, não, pode ser, mas não lembro”.

Pergunta: Coincidiu que, quando o Scarpa saiu do time, o Hulk voltou a ser titular. No último jogo, o Hulk deu aquela declaração. Essa declaração pesou para ele não começar jogando? Queria que você falasse da volta do Scarpa e se está tudo ok com o Hulk em relação à declaração dele…

SAMPAOLI: “Eu falei com ele (Hulk) e ele me disse que não foi a sua intenção. Depois, terá que… Eu falei com ele no privado, e eu, quando tenho que falar algo para alguém, digo diretamente, e não através da imprensa”.

“Eu tomei a decisão de escalar o Scarpa porque o Bernard vinha de um esgotamento físico por causa da sequência de partidas. Voltei com o Rony, pois vinha descansado. Pensei nessa escalação do ponto de vista futebolisticamente. Depois, qualquer tipo de especulação… Eu pretendo colocar os melhores jogadores quando faço a escalação de cada jogo”.

Pergunta: O Atlético tem uma das piores campanhas do returno, um aproveitamento que se assemelha a times do Z4, e até ao Juventude, que já caiu. A que você atribui esse aproveitamento?

SAMPAOLI: “Às situações… Hoje foi um jogo no qual, eu creio, já conhecendo resultados (de outros jogos), o time saiu relaxado. Os primeiros 15 minutos foi o que condicionaram o resultado final. Depois desses 15 minutos, o time teve um comportamento muito superior ao rival, até o final, teve 35 situações, três finalizações na trave, um gol anulado. Mas, claro, os primeiros 15 minutos e os últimos 5 minutos, a desordem… Isso fez com que se visse mal (o time) que era melhor (na partida)… Se a gente entrasse muito mais concentrado na partida, poderia ter sido diferente”.

Pergunta: Anteriormente, eu perguntei a você sobre início de construção de jogada e transição. Hoje, o Atlético conseguiu fazer a transição no meio de campo. A despeito disso, o Palmeiras, com um jogador a menos, dobrou a marcação no corredor. O que você pretende fazer no time para que haja uma aproximação do meio de campo nos corredores? Muitas vezes, a gente viu jogadores de corredor tendo de trazer a bola para dentro para se associar aos meio-campistas e a quem estava ali no meio…

SAMPAOLI: “Bem, tem a ver com as características dos jogadores que temos à disposição. Eu já joguei… Depois dos 15 minutos, e inclusive antes da expulsão, a gente teve muitas situações claras de gol, superando o Palmeiras quase dentro da área do Palmeiras. O Palmeiras se defendeu como pode, o goleiro foi destaque, a trave os salvou, o gol de Rony, que foi anulado, antes disso, ele teve a chance de finalizar. Há jogadores que fizeram um grande jogo, na minha avaliação, na parte ofensiva do campo. O Dudu fez uma partida incrível”.

“Mas, quando uma equipe, que é vice-campeão (da Libertadores), que tem a capacidade do Palmeiras, te faz dois gols, o que podemos dizer é que foi grosseiro o fato de ter sofrido dois gols em 15 minutos. Contra uma equipe que te pressiona bem, que tem grande capacidade, os primeiros 15 minutos determinaram o resultado, ainda que tivemos feito um esforço posterior. Se eles não marcassem nesses 15 minutos, estaríamos aqui falando de uma das melhores partidas da equipe ofensivamente. Mas, defensivamente, tivemos erros que nos custaram a partida”.

Pergunta: O senhor chegou ao Galo em setembro, foram 21 jogos sob o seu comando. A segunda pior campanha do returno é do Atlético, um vice-campeonato. O quanto disso é responsabilidade do Sampaoli?

SAMPAOLI: “A responsabilidade minha é assumir um time que estava brigando para (escapar do) rebaixamento, para tentar salvar o time e tratar de avançar na Copa Sudamericana. Tivemos lesões importantes, como de Cuello e Lyanco, jogadores importantes, a do Junior Santos também. Normalmente, a responsabilidade que eu tenho, posso assumir. Pois, na realidade, eu decidi vir a esse clube nessa situação. Não há problema quanto a isso. Tratei de organizar o time para que termine a temporada da melhor maneira. E, creio que também, o fato de perder a final da Sudamericana, o fato de já não pensar mais em rebaixamento, nesse jogo a gente entrou bastante relaxados, o que não é bom. Pode ser responsabilidade minha, não sei. Mas, é responsabilidade (minha) o fato de eu não ter conseguido gerar num grupo de futebolistas o compromisso e o protagonismo que deveríamos ter, inclusive na condição de visitantes. Como visitantes, estamos em dívida, a equipe baixa muito (o rendimento). Bem, tentamos corrigir de todas as formas isso, essa debilidade. Mas, infelizmente, sinceramente, não consegui”.

Pergunta: Queria falar sobre o esquema de três zagueiros. Desde que você chegou, optou por esse esquema na maioria dos jogos. É uma convicção tática ou a decisão foi mais em função da ausência de jogadores, principalmente na primeira volância…

SAMPAOLI: “Quando escolhemos três zagueiros, pensamos basicamente… A gente, em 2020, não jogamos com três zagueiros, jogamos com linha de quatro. Nós pensávamos que a equipe tinha muita fragilidade defensiva e que a melhor estrutura para esse time era jogar com três zagueiros e dois jogadores por fora para proteger mais o lado do campo, e melhorar um pouco a debilidade que o time tinha antes da nossa chegada. E não modificar muito essa estrutura para criar uma certa identidade. Creio que em alguns jogos, em vários jogos, o time teve solidez (defensiva). Creio que, inclusive na final da Copa Sudamericana, houve essa solidez. Mas, hoje, foi uma partida na qual não imaginei esses primeiros 15 minutos, que acabou deteriorando todo o posterior do jogo”.

Pergunta: Você chega ao Atlético em 2020 depois do vexame da eliminação contra o Afogados na Copa do Brasil. E tem a autonomia e investimento para fazer uma grande reformulação no elenco. Como você lembrou, foi vice-campeão brasileiro (foi terceiro lugar, na verdade). Você falou das reuniões de 2026. Há uma sinalização da diretoria de que você terá grande investimento para reformular, ou você terá de fazer mágica com um elenco que, claramente, está esgotado?

SAMPAOLI: “Mágica não se pode fazer no futebol, hoje. Nós apresentamos um projeto à diretoria. Seguramente, eles irão avaliar para aprovar o que a gente pensa para 2026. Eu acho que minha esperança é sempre chegar a um clube que não esteja nessa situação, mas na situação em cima da tabela, como estive no Santos, como estive aqui em 2020. Sempre penso nisso. Para essa forma de identificação que tem uma equipe com o Clube, com a torcida, se necessita ser assertivo nas contratações, nos jogadores que chegam, no movimento contrário. Estamos num momento de voltar a começar. Estamos voltando a começar. Não podemos repetir o que foi esse ano, porque a torcida não merece isso”.

Pergunta: Queria falar sobre dois aspectos: o seu ânimo de estar aqui renovado para 2026, com garra e energia para comandar esse elenco e como fazer essa oxigenação? Porque o atleticano tem muita gratidão, mas sabe fechar ciclos com dificuldade. Como oxigenar o elenco do Atlético e qual o respaldo que você terá?

SAMPAOLI: “Basicamente, a minha obrigação como profissional é diagnosticar e ter jogadores que se identificam muito com a história do Clube. Isso, para mim, é muito importante. Mais além de um futebol no qual os times tem altos e baixos, é ter uma identidade ligada à identidade do Clube. Não vejo de outra forma. Espero ter um alinhamento com a diretoria para criar um time que devolva ao torcedor a esperança que já teve antes. Se vamos para anos anteriores, o Galo era muito respeitado. Tem que voltar a gerar esse respeito”.


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