Dando sequência ao calendário de palestras educativas, a direção das categorias de base do Atlético promoveu, na manhã desta segunda-feira (31), uma roda de conversas sobre o combate à violência contra a mulher, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (SEDESE) e o Instituto Casa da Palavra. Participaram do encontro atletas e comissões técnicas das categorias Sub-14 a Sub-17.
A ação faz parte do protocolo “Fale agora!”, juntamente com o projeto “Cartão Vermelho Feminicídio”, do Ministério Público, iniciativa que visa sensibilizar a sociedade sobre a importância de relações igualitárias, da vivência saudável e não violenta da masculinidade, e da responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, por meio do esporte.
As palestras contaram com a presença do gerente-geral das Categorias de Base do Galo, Luiz Carlos Azevedo, do diretor de Comunicação do Clube, Domênico Bhering, e da coordenadora do Player Care, Izabela Bastos. A proposta foi oferecer um espaço para que os atletas compartilhassem experiências e ampliassem o conhecimento sobre os tipos de violência sofridos pelas mulheres.
As conversas foram conduzidas por Yan Ribeiro, coordenador-geral do Instituto Casa da Palavra; Roseane Lima, psicóloga da Subsecretaria de Política do Direito das Mulheres, vinculada à SEDESE; e Nina Abreu, superintendente de Fomento e Incentivo ao Esporte.
Nina, afirma que a categoria de base é um ambiente importante para a formação dos jovens em relação ao tema.

Foto: Arthur Henrique / Atlético
“O Estado precisa estar presente com o conteúdo que ele tem, e a gente fica muito satisfeito pelo Atlético se mostrar interessado e nos convidar para trazer esse meio de enfrentamento à violência contra as mulheres para os atletas da base.”
Yan afirma que o objetivo foi ampliar a noção dos atletas sobre o assunto. “Nossa ideia é mostrar que as mulheres não sofrem apenas a violência física. A partir dos exemplos apresentados na palestra, buscamos ampliar a compreensão de que a violência está presente na sociedade e destacar a responsabilidade de cada um como agente de mudança e transformação.”