Escudo Atlético CAM
Versus
CAJ Escudo Juventud
Sudamericana 2026
16/04 às 19:00 Arena MRV
  • Logo Arena MRV
  • Logo Galo Na Veia
  • Logo TV Galo
  • Logo Instituto Galo
  • Logo Loja do Galo
  • Logo Ético
TRANSCRIÇÃO

Coletiva de imprensa: Eduardo Domínguez

Técnico analisa a derrota no Brasileiro

11/4/2026 23:25
compartilhe
Foto: Pedro Souza / Atlético
Foto: Pedro Souza / Atlético

Pergunta:
Como você avalia o jogo de hoje? Que você trouxe aqui o que tem de melhor, né? Diferentemente de um time que foi diferente, que era um time que jogava pouco junto e que não foi bem na Sul-Americana, mas hoje também a gente viu um Atlético que criou muito pouco, o goleiro adversário teve muitas, muito poucas oportunidades para fazer defesa e o Atlético sofreu mais, principalmente com a bola, com a bola nos pés. Como você viu essa derrota aqui para o Santos? Hoje se foi merecido? O resultado.

Eduardo Domínguez:
“Boa noite. Eu acho que… Não conseguimos ter a mobilidade necessária de 3/4 para frente, sabendo como defender o oponente. Mas eu sinto que, sobretudo no primeiro tempo, erramos o caminho. Muitos passos curtos no campo de jogo, não estávamos precisos. A pressão do oponente foi boa. E se geram muitas situações, não sei se tão claras, mas parecia mais a sensação de perigo do que o perigo em si. E não entendíamos no primeiro tempo que tínhamos que saltar linhas.

No segundo tempo, eu acho que começamos a nos juntar, começamos a jogar mais no campo contrário e voltamos a sofrer as transições defensivas como no Venezuela. É mais atenção do que em alguma outra situação, o que me parece. Mas sabíamos que seria um jogo muito difícil, a necessidade do rival. Tinha dois grandes jogadores em ataque, um goleador e, bem, o que falar de Neymar.

Assim, tudo, nós podíamos controlar bastante bem os dois. E os perigosos foram os de fora. E sabíamos dessas situações, não podíamos controlar. São jogos que podem acontecer. Lamentavelmente, temos que continuar trabalhando, temos que se tornar fortes de cabeça. De novo, insistir em não ter conseguido os resultados recentes, se íamos a ser um grande time, nem agora íamos a ter erros parecidos que se vinham acontecendo antes. Então, temos que continuar limpar um pouco a zona, temos que continuar trabalhando, temos que continuar crendo. E temos que ter a tranquilidade de… Não gostamos de perder, mas o time se entregou. E hoje, com a forma como finalizamos o jogo, além de sofrer duas transições que não terminaram em nada, ficamos em jogo e até a última partida pudemos empatar o jogo.

Praticamente terminamos no meio da área. Isso nos dá a tranquilidade de, de novo, insistir. Não nos gosta, sabíamos que era um partido muito difícil por necessidade do rival. Mas o time jogou com força e com interesse. Vamos moldeando algumas situações que nos gostam, que nos faltam ainda, mas temos que continuar trabalhando.”


Pergunta:
O Atlético vinha de uma sequência muito boa, jogando bem. Hoje, no primeiro tempo, vimos seu time com muita dificuldade sair com a bola. 11 finalizações, apenas 3 foram no gol, uma grande chance apenas. Uma irregularidade nesses dois últimos jogos. Te preocupa isso, essa queda de rendimento? Você faz três bons jogos e de repente agora você vende dois jogos que parece que o time tem uma queda crescente?

Eduardo Domínguez:
“Não me preocupa. Porque, se olharmos para trás… Hoje eu falei antes do partido que sempre temos que olhar para trás. E o que aconteceu já é história. Mas temos que revisar a história para entender o presente. Se olharmos a história, faz mais de dois anos que o time vem assim. Dois partidos, um não, dois não, dois sim. Vou um mês e meio. Vamos fazer assim e vai mudar? Não. Temos que continuar trabalhando, temos que continuar crendo.

Vamos passar por esses tropeços, mas também, como falei no outro dia, é como nos levantamos de novo. Do meu lado, é um diagnóstico muito mais forte, muito mais seguro do que precisa o time, quanto temos que mudar ou quanto não. Porque também começam algumas urgências, mais além do importante. Então, no dia do próximo partido, no nosso estádio, com a nossa gente, temos que ganhar. Porque senão vamos começar a ficar longe dessa competição. E vamos colocar todo o nosso foco, toda a nossa atenção nesse partido. E os melhores vão jogar. E se temos que repetir o mesmo time, vamos repetir. Porque temos que melhorar e são partidos que nos têm que dar confiança. E ganhar com nossa gente nos dá confiança. E temos que levantar a autoestima. Então, para isso precisamos de todos. E quem tiver 5 minutos, terá 5 minutos.

Quem tiver 90, 100, terá 100. Quem não tiver, tem que se esforçar mais para poder estar. Porque é disso que se trata.”


Pergunta:
Tu falou da importância de ganhar o próximo jogo. O Galo estreou com derrota na Sul-Americana, agora sofre uma nova derrota, mas vai ter um pouco mais de tempo para trabalhar. A gente sabe como o calendário do futebol brasileiro é apertado. Nesses quatro, pouco mais cinco dias que tu vai ter para trabalhar, o que pode ser tirado de aprendizado, tanto da derrota na Sul-Americana como de hoje, para que isso não se repita em casa?

Eduardo Domínguez:
“Primeiro, não perder tantas pelotas baixas. E sobretudo na construção do jogo. Tanto aqui como na Venezuela, se perderam muitas pelotas na construção do jogo. E a partir daí as transições, e que as marcamos mal. Então, há uma parte do diagnóstico que está. Se o time tem bons pés, se o time tem bons jogadores, mas não tem que confiar-se. Com um rival de hierarquia como o de hoje, sofremos. Com um rival de menor hierarquia, sofremos. Então, não somos os rivais, somos nós. Isso está claro. Então, já sabemos onde colocar o foco. Se temos que fazer variantes, as faremos. Se não temos que fazer variantes, todos temos que estar dispostos a jogar o que te toque. 50 minutos, 90, 5. Tem que trabalhar forte.”


Pergunta:
Você fala sobre contar com todos e hoje tivemos um desempenho abaixo do esperado do Hulk, sendo substituído na reta final da segunda etapa. Eu gostaria que você avaliasse o desempenho dele na partida de hoje e nos últimos jogos do Atlético.

Eduardo Domínguez:
“Perdão. Perdão. Perdão. Hoje foi um jogo muito complicado, como o adversário apresenta sua defesa, que persegue todo o campo de jogo. E a partir daí, você sabe que precisa muito da individualidade. E tendo pouco espaço e entendendo as características de Hulk, sabíamos que poderia ser difícil. Mas, como equipe, não podíamos dar espaço para que ele pudesse aparecer. Então sempre esteve muito ajustado. Ele também tem que aprender a jogar esse tipo de partidos, apertado, por sua idade, por sua mobilidade, por a importância que tem para nós.

É muito importante dentro do campo de jogo, mas também ele tem que entender. Talvez ele é mais de encontrar o espaço para poder girar e começar a construir o jogo de finalizações. E por aí este jogo tem que jogar mais de primeira, porque o jogo em si pede. Mas, de novo, se custou, como não custou para o Victor Hugo, como custou para o Renier, como custou para muitos jogadores.

Não é que foi o Hulk. Então, temos que voltar outra vez ao que queremos como equipe. Atacar e ameaçar mais os espaços que hoje foram ameaçados. Então, a partir daí, me parece que podemos voltar. Além de se o desempenho do Hulk foi bom ou não, como também os que o rodeiam, eles têm que atacar mais os espaços para dar-lhes liberdade. Ou ele também atacar um espaço para dar-lhes liberdade ao Victor Hugo. É uma combinação de tudo, não é apenas um jogador. Porque antes, quando chegamos, não era só os defensores, os zagueiros, o meio. É um time. Hoje acho que trabalhamos como time. Nos custou. Vai continuar nos ajudando em alguns jogos. Mas vamos continuar trabalhando como equipe, não com individualidades.”


Pergunta:
O torcedor do Atlético se frustrou no ano passado com a perda do título da Sul-Americana no Paraguai. Agora renova-se a partir do momento que nós temos aí já o segundo jogo na próxima quinta-feira com o Juventude do Uruguai. Há prioridade para alguma das competições, com relação à Copa do Brasil, Sul-Americana, o próprio Campeonato Brasileiro? Há força máxima já para esse próximo jogo? Para restabelecer aquilo que a torcida deseja, criar um clima de possibilidade de recuperar um título que perdeu ano passado?

Eduardo Domínguez:
“É difícil entrar muitas vezes no sentimento do fã. É muito difícil. Ou está muito abaixo ou muito acima. Não há um término meio porque estamos falando de sentimentos. Prefiro estar em todas as finais e não chegar a jogar uma. Então, quando lamentavelmente não se ganharam, mas por sorte eles chegaram a essa distância, quer dizer que o time tem um espírito competitivo. Falta ajustar algumas peças, algumas situações, o que queremos ajustar ao que para mim me contrataram. Então, a ideia do mudança é do clube. Eu falo com os jogadores. Não é que eu queira isso, o clube quer isso, por isso me traz. Se não, eu traria outro treinador. Então, se conseguirmos ajustar e melhorar no que pretendemos como equipe, me parece que vamos estar perto.

Vamos estar perto. Não podemos prometer nada, porque isso é futebol. Mas eu tenho certeza que o que gostamos de fazer de competidores, também trabalhamos muito para ganhar. Para ganhar. A alguns gostarão mais, a outros menos. Mas com nossas dificuldades, com nossas convicções, vamos dar batalha. E vamos estar de pé. E o que mais queremos é representar os nossos fãs. E no jogo é o que vamos fazer. Obrigado a todos.”


Transmissão Galo TV H2BET


Siga o Galo na redes sociais: @atletico