O Live Galo desta sexta-feira (14/8) recebeu o novo diretor de negócios do Atlético, Leandro Figueiredo Magalhães, para um bate-papo sobre sua chegada ao clube, ideias e projetos.
O diretor de Comunicação Domênico Bhering destacou as ótimas referências e a boa impressão que teve nos primeiros encontros com Leandro Figueiredo, a quem deu as boas-vindas.
“Tudo que escuto em relação ao Leandro mostra a capacidade e a competência profissional dele. Vamos, juntos, fazer uma parceria e buscar a excelência, que é o que a gente sempre busca e temos conseguido na Comunicação. Agora, com essa parceria com você, novas campanhas, novos produtos, tenho certeza que o Atlético estará muito bem servido em sua área comercial”, destacou Domênico Bhering.
“É muito bom ouvir isso de você que já tem uma história com o clube e com a torcida. Fui muito bem recebido por todos, pela sua equipe, por você. Agora, Minha responsabilidade é potencializar de forma monetária, junto às marcas, esse belo conteúdo que a TV Galo e o departamento de comunicação do Atlético vem fazendo para a torcida. Vamos para cima a partir de agora”, disse Leandro figueiredo.
Confira os temas abordados pelo diretor de Negócios:
Convite – “Foi muito legal, uma surpresa para mim. Estou no mercado de comunicação, marketing e vendas há muitos anos, muitas décadas, e foi surpreendente. Foi muito legal quando vi meu telefone tocando e era o presidente Sérgio Sette Câmara. Foi um convite bem legal, a gente conversou muito, discutimos muito sobre os planos do clube para médio e longo prazo, e eu tudo certo. Estou aqui, muito feliz e com muita vontade de fazer um trabalho bem legal junto à Massa”.
Origem da paixão pelo Galo – “Eu já era atleticano antes de nascer, na barriga da minha mãe. Meu falecido irmão, Cacá, me levou ao estádio uma vez. A gente não tinha grana para ir ao estádio, a verdade era essa. Um belo dia, conseguimos juntar uma grana e a gente foi para geral. Meu irmão sempre falava comigo que, quando eu visse a cor do gramado, era diferente da televisão, que o gramado era marrom. Fiquei com aquilo na cabeça, eu era menino, criança. Quando cheguei ao Mineirão e vi aquele gramado, é um coisa que…tem sentimento na vida que a gente não descreve com palavras, então não consigo nem descrever muito bem isso. Foi quando olhei para o lado e vi a torcida entrando com o bandeirão. Aquele momento, para mim, foi surreal. Depois daquele dia, eu criança, consegui realmente sentir o que era o calor dessa torcida, o calor da Massa. E, realmente, foi uma paixão à primeira vista”.
Visão da arquibancada – “O que trago dessa arquibancada é muita paixão pelo clube, entendendo um pouco do que o torcedor precisa, das carências que ele tem e como consigo com os recursos que tenho e com os novos recursos que vou gerar ter uma conexão com essa Massa. O que trago, por exemplo, do mundo corporativo, essa minha vivência como torcedor de arquibancada, são experiências novas. Estou há uma semana e meia no clube, parece que já são três anos pelo ritmo de trabalho. Estou fazendo, literalmente, uma imersão, tentando reduzir essa minha curva de aprendizado para que eu consiga, o mais rápido possível, implementar os projetos que tenho em mente. O que trago da arquibancada é muita paixão e muita vontade de trabalhar. Vir para o Atlético foi um prêmio para mim. Eu estava muito bem colocado, fiz uma boa carreira no mundo da comunicação, no mundo dos negócios. Quando recebei esse convite, olhei para essa oportunidade e falei: ali me cabe, é para lá que vou e ali vou conseguir deixar um legado, mesmo que eu não esteja no clube daqui dois, três ou dez anos, podem ter certeza que pelo menos um legado vou deixar”.
Projetos do Atlético e Gestão profissional do Clube – “Um dos motivos pelos quais topei o desafio de vir para o Atlético foi quando tive conhecimento dos projetos que estão sendo tocados no clube, olhei para aquilo e falei: me cabe ali dentro. Venho do mundo corporativo, que vejo como o mercado da meritocracia. Você se mantém nele se trouxer resultado. Nada além disso. A relação é bacana, mas você tem que dar resultado. Sempre fui esse cara de resultado, até pelo meu perfil profissional, pelo jeito de ser acelerado, muito agitado. Então, estou sempre focado em resultado. Quando olhei para os projetos do Atlético e entendi que, de fato, o clube já vem tocando um projeto de muita gestão, muita transparência, fizeram um SAP, ou seja, hoje, todos os departamentos do clube têm exatamente a noção de quanto estão gastando, quanto precisam gerar de resultado, onde devem gerar economia. Isso é uma transparência, isso você vê no mercado corporativo, desconheço um clube no Brasil que tenha isso. Quando eu estava discutindo a minha vinda para o clube, percebi que tinha tanta tecnologia embarcada nesse negócio, para fazer gestão, com dados, informações. Achei isso muito legal. Então, o que me chamou muito a atenção foi esse formato de gestão do clube e percebi que isso vem desde a base, onde implementam o DNA Alvinegro, que achei fundamental, e realizam um importante trabalho psicossocial. Então, quando olho desde a base até a ponta, que são os jogadores dentro de campo, pela gestão que vem sendo feita no futebol, o treinador, o comprometimento dos jogadores, isso é muito bom e facilita muito para quem vem ávido por resultado, que é o meu negócio, o meu condicionamento e o meu desafio dentro do Galo. Então, vejo que o clube está muito bem gerido, muitas plataformas de gestão, então, estou me sentindo muito confortável com isso porque estou começando a ter dados para tomar as melhores decisões dentro do departamento de negócios. Esse é o meu desafio, monetizar tudo isso, melhorar a situação do clube no quesito financeiro. São muitos desafios pela frente, mas muitas metas serão alcançadas, não tenham dúvida disso”.
Oportunidades na Pandemia – “Quero tirar essa pandemia de lado porque foi na pandemia que mais me reinventei e mais tive sucesso na minha carreira, e também como pessoa, como pai, marido, amigo. Vejo que esse momento que vivemos é de muita transformação. Quando olho isso para o futebol, vejo muitas oportunidades. A aproximação da torcida, o engajamento dela junto às nossas plataformas digitais, por exemplo, aumentou substancialmente, exponencialmente. Ou seja, mesmo com toda essa distância, a gente conseguiu ter uma conexão com a Massa que foi muito legal. Vejo, hoje, a torcida muito mais presente nas nossas plataformas, questionando muito, cornetando, trazendo ideias. Então, vejo como uma oportunidade de muitos novos negócios, principalmente para as marcas que queiram se associar ao Clube Atlético Mineiro, elas têm uma oportunidade de ter uma conexão muito maior com a Massa e, quanto mais a Massa participa conosco, melhores serão os nossos negócios aqui dentro, esse é um caminho sem volta. Tenho vários amigos de fora do estado e até de fora do país que, quando souberam dessa minha movimentação, me falaram: caramba, essa torcida do Galo, o que é isso, que paixão é essa? E eles não são atleticanos, torcem para outros times fora de Minas. Ou seja, a torcida é muito vista sim. Nesse momento de pandemia, ela se uniu e se aproximou mais do clube, entendeu um pouco dos movimentos do clube. É muito mais oportunidade do que crise”.
Missão– “Cuido de todos os pontos de contato da torcida com o clube. Galo na Veia, por exemplo, é um grande projeto que tenho. A partir de agora, o Galo na Veia faz parte do meu departamento. Os cases, como tivemos o Manto da Massa, é minha responsabilidade trazer esses novos projetos para o clube e essas novas experiências para os torcedores. Outro objetivo é monetizar tudo que temos. Hoje, temos muita audiência, nos tornamos um grande veículo de comunicação quando temos essa audiência engajando conosco, e também fazer com que as marcas se aproximem do Atlético para gerar recursos para o clube, para que a gente possa melhorar também a qualidade para os nossos atletas e manter o clube com muita musculatura financeira, para conseguir realmente não sair da posição que está. Hoje, todos os nossos processos são muito mapeados e sabemos exatamente onde a gente quer chegar e quais são as metas e desafios. Também, sou a voz da torcida. Os jogadores estão dentro de campo nos representando muito bem, a gente percebe isso, mas o meu jogo é fora de campo, é junto com a Massa, entender um pouco da experiência do Galo na Veia, entender a experiência e o ponto de contato dos torcedores com as nossas plataformas e potencializar esse conteúdo, no quesito de plataformas, e trazer coisas novas”.
Transparência e novidades para o torcedor – “Vem muita coisa nova por aí. Já no próximo mês, por exemplo, vamos subir nosso portal da transparência, onde os torcedores e a população em geral poderão ter acesso aos números do Galo, a como está sendo o nosso trabalho. É transparência total. Também teremos novas plataformas que, em breve, a torcida será comunicada. Estou trabalhando arduamente em cima dessas plataformas e, importante, tenho que olhar não só para o torcedor da capital, mas também para o torcedor do interior, de fora do estado e de fora do Brasil. Tenho tudo isso mapeado no meu plano. Obviamente, não conseguirei implementar todos os projetos que tenho vontade porque existe um tempo de maturação. O que posso dizer para a Massa é que vou encurtar esse tempo de aprendizado, isso é fato. E para já implementar. Até porque algumas marcas estão, hoje, em função do momento que estamos vivendo, repensando todos os investimentos. O que estou fazendo no momento é criando novos projetos para impulsioná-los e o clube mantenha essa musculatura financeira e seja extremamente autossustentável”.