Iniciativa fortalece a relação do Atlético com a cultura de Belo Horizonte
O Atlético deu mais um passo para aproximar a história do Clube da cultura e da vida de Belo Horizonte. No último sábado (8), durante encontro com o Conselho Deliberativo, no Clube Labareda, foi assinada a “Carta de Intenções” entre o Clube Atlético Mineiro, o Centro Atleticano de Memória, o Museu do Galo e a Fundação Clóvis Salgado, com o objetivo de integrar o equipamento cultural da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade.
Os presidentes do Atlético e do Museu do Galo, Sérgio Coelho e Emmerson Maurilio, realizaram uma apresentação técnica dos dois projetos, Museu e Memorial, aos convidados do evento, que também contou com a presença de Yuri Mello Mesquita, presidente da Fundação Clóvis Salgado.
A integração do Memorial da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade representa mais uma etapa do trabalho de preservação, valorização e ampliação do acesso à história do Atlético, conectando a memória do Clube à rede cultural, turística, educativa e criativa de Belo Horizonte.
“Um museu não deve trabalhar isoladamente, mas precisa estar conectado ao território onde atua. Podemos anunciar que a documentação referente à integração do equipamento cultural da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade já está em análise pela Fundação Clóvis Salgado. Nada disso seria possível sem a presença do nosso presidente Sérgio Batista Coelho, que participa com muita motivação de todo o processo”, disse Emmerson Maurilio.
Gerido pela Fundação Clóvis Salgado, o Circuito Liberdade reúne atualmente 62 equipamentos dentro do perímetro da Avenida do Contorno. A rede inclui espaços de diferentes áreas da cultura e também possui uma relação histórica com o Atlético, já que o Minascentro, situado no local de um dos primeiros campos do Atlético, faz parte do Circuito.
Para Yuri Mello Mesquita, a Sede de Lourdes possui um significado que ultrapassa os limites do Clube e faz parte da própria formação de Belo Horizonte.
“A Sede de Lourdes sempre foi um espaço identitário em Belo Horizonte. Ali, ao lado, está o terreno onde ficava o estádio Antônio Carlos. Nós vimos o bairro de Lourdes crescer. O Atlético teve uma função muito importante para a cidade e para o desenvolvimento da região. É um patrimônio muito importante de todos os mineiros e mineiras.”
Yuri também destacou a trajetória do Centro Atleticano de Memória que, há 20 anos, trabalha na preservação e na valorização da história do Clube, e ressaltou o potencial da integração com o Circuito Liberdade.
“O Centro Atlético de Memória se consolida como um dos principais equipamentos culturais de memória do esporte e do lazer, entrando no Circuito Liberdade. A possibilidade de roteiros, a possibilidade de captação de recursos e de consolidação desse projeto (Centro), que já tem 20 anos, é campeão.”
Sede como braço do Museu
Durante a apresentação aos conselheiros, o presidente do Atlético, Sérgio Coelho, detalhou parte do projeto que será desenvolvido na Sede de Lourdes. O espaço será integrado ao projeto do Museu do Galo e funcionará como um de seus braços dedicados à preservação da memória atleticana, fazendo parte do ecossistema da Memória Atleticana.
A proposta prevê a modernização da área expositiva dos troféus. O Memorial da Sede contará com peças do acervo do Clube e estrutura para visitação, preservando o valor histórico e cultural do Prédio Administrativo do Atlético, inaugurado em 1962.
A proposta também contempla a Sede de Lourdes como espaço permanente de contato entre torcedores, visitantes e personagens da história do Clube.
Museu do Galo
O encontro também apresentou atualizações sobre o projeto do Museu do Galo, que será construído na Arena MRV. O equipamento está na fase de desenvolvimento dos projetos necessários para o início das obras, etapa que envolve diferentes áreas e exige a compatibilização dos projetos de arquitetura, prevenção e combate a incêndio, museologia, entre outras disciplinas.
A proposta é que o Museu do Galo seja um espaço dedicado à preservação, valorização e difusão da história do Clube, reunindo área expositiva, reserva técnica de acervo, pesquisa histórica, produção de conteúdo e experiências para torcedores e visitantes.
Sustentabilidade
A sustentabilidade é outro eixo estratégico do projeto Museu do Galo. O tema foi apresentado aos conselheiros por Felipe Bittencourt, vice-presidente do Museu do Galo, cofundador e CEO da WayCarbon, empresa especializada em sustentabilidade e combate às mudanças climáticas, com mais de 20 anos de atuação.
A proposta é incorporar práticas e conceitos de sustentabilidade ao desenvolvimento e à operação do futuro equipamento, ampliando seu alcance para além da preservação histórica e cultural.
O projeto do Museu também contempla a aproximação institucional com organizações do setor museológico, como o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
“Vamos seguir as metas de desenvolvimento sustentável que a ONU preconiza. Nosso mote principal será a luta contra o impacto das mudanças do clima, que faz parte das 17 ODS da ONU, às quais o Clube já aderiu em 2024”, disse Felipe.
Próximo passo
A assinatura da Carta de Intenções representa uma etapa importante no processo de integração da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade. O próximo passo está previsto para novembro, após a conclusão da análise da documentação pela Fundação Clóvis Salgado, com a realização de um evento especial para marcar oficialmente a entrada do Memorial da Sede na rede cultural de Belo Horizonte.
“Será a oportunidade de marcar oficialmente a entrada da Sede de Lourdes no Circuito Liberdade, reunindo o Atlético e diferentes integrantes dessa rede. É mais um passo para integrar cada vez mais a memória do Atlético, a história, a cultura e a vida de Belo Horizonte”, afirmou Emmerson Maurilio, presidente do Centro Atleticano de Memória e do Museu do Galo.
A iniciativa reforça o compromisso do Atlético com a preservação e a difusão de sua história, ampliando a conexão entre a memória do Clube, o patrimônio de Belo Horizonte e uma das principais redes culturais de Minas Gerais. O avanço também dá continuidade às duas décadas de trabalho do Centro Atleticano de Memória e abre novas possibilidades para ações culturais, educativas e de valorização da história atleticana.
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