Iniciativa fortalece a relação do Atlético com a cultura de Belo Horizonte
O Atlético deu mais um passo para aproximar a história do Clube da cultura e da vida de Belo Horizonte. No último sábado (8), durante encontro com o Conselho Deliberativo, na Labareda, foi assinada uma Carta de Intenções entre o Centro Atleticano de Memória e Museu do Galo e a Fundação Clóvis Salgado, com o objetivo de integrar o equipamento cultural da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade.
A documentação para a integração do Centro Atleticano de Memória ao Circuito Liberdade já está em análise pela Fundação Clóvis Salgado. A iniciativa representa mais uma etapa de um projeto que busca preservar, valorizar e ampliar o acesso à história do Atlético, conectando a memória do Clube à rede cultural, turística, educativa e criativa de Belo Horizonte.
Gerido pela Fundação Clóvis Salgado, o Circuito Liberdade reúne atualmente 71 equipamentos integrados dentro do perímetro da Avenida do Contorno. A rede inclui espaços de diferentes áreas da cultura e também possui uma relação histórica com o Atlético, já que o Parque Municipal, onde o Clube foi fundado, e o Minascentro, local do antigo Estádio Antônio Carlos, fazem parte do circuito.
Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mello Mesquita, a Sede de Lourdes possui um significado que ultrapassa os limites do Clube e faz parte da própria formação de Belo Horizonte.
“A Sede de Lourdes sempre foi um espaço identitário em Belo Horizonte. Ali do lado está a Antônio Carlos. Nós vimos o bairro de Lourdes crescer. Quando o Atlético chegou em Lourdes, Lourdes não era isso tudo que a gente imagina na época. Então o Atlético teve uma função muito importante para a cidade, para desenvolver uma região. É um patrimônio muito importante de todos os mineiros e mineiras.”
Yuri também destacou a trajetória do Centro Atleticano de Memória, que há 20 anos trabalha na preservação e valorização da história do Clube, e ressaltou o potencial da integração com o Circuito Liberdade.
“O Centro Atlético de Memória se consolida como um dos principais equipamentos culturais de memória do esporte e do lazer, entrando no Circuito Liberdade. A possibilidade de roteiros, a possibilidade de captação de recursos e de consolidação desse projeto, que já tem 20 anos, é muito importante.”
Segundo o presidente da Fundação Clóvis Salgado, a iniciativa também pode servir de referência para outros clubes interessados em preservar e difundir sua história.
“Além de tudo, o Atlético, como sempre, vai ser um referencial para outros clubes seguirem o mesmo caminho.”
Durante a apresentação aos conselheiros, o presidente do Atlético, Sérgio Coelho, detalhou parte do projeto que será desenvolvido na Sede de Lourdes. O espaço será integrado ao projeto do Museu do Galo e funcionará como um dos braços do equipamento dedicado à preservação da memória atleticana.
A proposta prevê uma nova configuração para a área onde atualmente estão os troféus, retomando a entrada histórica da sede. O espaço contará com peças do acervo do Clube e estrutura para visitação, com o percurso conectado à loja do Galo.
“A sede vai ser um braço do museu. Vai ter a visitação, a pessoa desce e já cai dentro da loja do Galo”, explicou Sérgio Coelho.
A ideia também é transformar a Sede de Lourdes em um espaço permanente de contato entre torcedores, visitantes e personagens da história do Clube. O projeto prevê funcionamento de segunda a segunda, das 8h às 20h, com a presença diária de quatro ex-atletas, que poderão compartilhar suas histórias e experiências com os visitantes.
Além de valorizar a memória atleticana, a iniciativa busca contribuir para a valorização dos ex-jogadores do Clube, que participarão do projeto por meio de recursos provenientes de projetos incentivados.
O encontro também apresentou atualizações sobre o projeto do Museu do Galo, que será construído na Arena MRV. O equipamento está em fase de desenvolvimento dos projetos necessários para sua implantação, que envolve diferentes áreas e exige a compatibilização de projetos de arquitetura, prevenção e combate a incêndio, museologia, entre outros.
O trabalho também contempla os encaminhamentos institucionais necessários para o avanço do projeto e o início das obras.
A proposta é que o Museu do Galo seja um espaço dedicado à preservação, valorização e difusão da história do Clube, reunindo acervo, memória e experiências para torcedores e visitantes.
A sustentabilidade é outro eixo estratégico do projeto do Museu do Galo. O tema foi apresentado aos conselheiros por Felipe Bittencourt, vice-presidente do Museu do Galo, cofundador e CEO da WayCarbon, empresa especializada em sustentabilidade e mudanças climáticas.
A proposta é incorporar práticas e conceitos de sustentabilidade ao desenvolvimento e à operação do futuro equipamento, ampliando o alcance do projeto para além da preservação histórica e cultural.
O projeto do Museu também contempla a aproximação institucional com organizações do setor museológico, como o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
A assinatura da Carta de Intenções representa uma etapa importante para a integração da Sede de Lourdes ao Circuito Liberdade. O próximo passo já está previsto para novembro, quando será realizado um evento especial para marcar oficialmente a entrada do espaço na rede cultural de Belo Horizonte.
“Em novembro, realizaremos um evento especial para marcar oficialmente a entrada da Sede de Lourdes no Circuito Liberdade, reunindo o Atlético e diferentes integrantes dessa rede. É mais um passo para integrar cada vez mais a memória do Atlético, a história, a cultura e a vida de Belo Horizonte”, afirmou Emerson Maurilio, presidente do Centro Atleticano de Memória e Museu do Galo.
A iniciativa reforça o compromisso do Atlético com a preservação e a difusão de sua história e amplia a conexão entre a memória do Clube, o patrimônio de Belo Horizonte e uma das principais redes culturais de Minas Gerais.
Para o Atlético, a integração representa também a continuidade de um trabalho de duas décadas do Centro Atleticano de Memória, agora com novas possibilidades de conexão com a cidade, de desenvolvimento de ações culturais e educativas e de valorização da história atleticana.