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Os Atleticanos costumam dizer que a paixão pelo Galo vem de berço e foi exatamente isso que revelaram o músico Paulo Xisto, baixista da banda Sepultura, e o jornalista Nenel Neto, fundador do blog Baixa Gastronomia. Eles foram os convidados do programa Galo em Casa desta quinta-feira (30/4), na TV Galo.
Paulo Xisto afirmou que, no caso dele, o amor ao clube foi transmitido de pai para filho.
“O velho Paulo Xisto, torcedor doente do Atlético. Isso vem de família. O time do coração, geralmente, vem dos seus pais e meu pai era fanático, sempre acompanhou. Ele sempre nos levava ao campo desde criança e incentivava, camisa do Galo, bolo de aniversário do Atlético. Então, você vai criando esse vínculo, essa paixão”, contou Paulo Xisto.
“Depois, você começa a ver os jogadores em campo e não tem como não se apaixonar. Fui privilegiado, de ver alguns jogadores, lembro do Ortiz ainda no Atlético, nos anos 70, peguei uma safra boa e tenho essas memórias. A gente o chamava de Cuecão porque ele era o único cara que o short dele era uma bermuda, vinha até o joelho, aquela camisa cinza, short cinza, meião branco, faixa branca, cabeludo e barbudo”, completou o músico.
Nenel Neto também afirmou que a paixão pelo Galo foi transmitida por sua família e ressaltou que o ex-jogador Renato Morungava foi um dos responsáveis pelo fortalecimento desse amor ao Galo.
“Vem de família. Nos anos 80, em 1987, teve um cara que me fez virar atleticano, o Renato Morungava, que jogava no Galo e foi para a Copa de 1982, era reserva. Esse cara fazia muito gol de peixinho, tinha cruzamento, ele agachava e cabeceava. Eu, com quatro, cinco anos de idade, fiquei fascinado com aquilo, com os gols de peixinho do Renato, aí pirei, além da família toda ser atleticana. Desde 86, 87, acompanho diariamente o Clube Atlético Mineiro”, comentou Nenel Neto.