Atlético reage no fim e elimina o rival na Arena MRV
Uma noite para guardar na memória. Em uma decisão cercada de tensão e emoção, o Galo mostrou poder de reação, personalidade e força para buscar uma virada nos minutos finais e garantir uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Diante de uma Arena MRV pulsando do início ao fim, o Atlético venceu o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, e fez a Massa explodir em uma das noites mais emocionantes da temporada.
O time saiu atrás no placar com um gol de pênalti, mas não deixou de buscar o resultado. Na etapa final, a pressão aumentou, e o Galo foi premiado pela insistência. Victor Hugo empatou aos 32 minutos. E, aos 43, Fred apareceu para escrever um capítulo especial de sua história com a camisa alvinegra: recebeu de Victor Hugo e acertou um belo chute para virar o clássico e confirmar a classificação.
Para Fred, foi uma noite ainda mais especial. Em sua primeira partida como titular na Arena MRV, o camisa 7 marcou seu primeiro gol como profissional pelo Atlético, seu primeiro na Copa do Brasil e também seu primeiro em um clássico pelo Galo.
A atmosfera da Arena MRV começou a ser construída muito antes de a bola rolar.
A Massa recebeu o ônibus do Atlético nos arredores do estádio com uma grande festa, transformando a chegada da delegação em uma verdadeira rua de fogo. Centenas de sinalizadores iluminaram o caminho dos jogadores, enquanto os cantos de incentivo acompanharam a equipe até a entrada na Arena.
Dentro do estádio, o espetáculo continuou. Mosaico 3D, bandeiras, faixas, balões e sinalizadores tomaram conta das arquibancadas. Até o Galo Doido participou da festa, descendo de tirolesa antes do início do clássico.
E, quando a bola rolou, a Massa fez sua parte durante os 90 minutos.
Empurrado pela torcida, o Atlético começou em alta rotação e criou as primeiras oportunidades.
Logo nos primeiros minutos, Cassierra acertou a trave de cabeça. Cuello também encontrou espaço pelo lado direito e levou perigo. Bernard teve uma boa oportunidade após jogada construída pelo Galo, mas parou na defesa de Otávio.
O Atlético mantinha presença no campo ofensivo e procurava construir as jogadas pelos lados e pelo meio.
Aos 16 minutos, Ruan Tressoldi precisou deixar o campo após sentir dores. Vitão entrou em seu lugar.
Mesmo com a mudança forçada, o Galo manteve a intensidade e seguiu em busca do gol.
O Atlético seguia em busca do gol e criou boas oportunidades, mas acabou sofrendo um pênalti aos 29 minutos. Na cobrança, Kaio Jorge colocou o adversário em vantagem.
Atlético 0 x 1 Cruzeiro.
O gol não mudou a postura do Galo.
A equipe continuou buscando o empate e criou oportunidades antes do intervalo. Cassierra e Bernard estiveram perto de marcar, mas o placar permaneceu inalterado até o fim da primeira etapa.
O Galo precisava de mais uma reação.
O Atlético voltou para o segundo tempo mantendo a pressão.
A equipe ocupou o campo ofensivo e passou a rondar ainda mais a área. Aos 15 minutos, Villalba recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Com um jogador a mais, o Galo aumentou o volume de jogo.
Eduardo Domínguez também ajustou o posicionamento da equipe. Bernard passou a atuar mais pelo lado esquerdo, enquanto Kevin Castaño ocupou uma faixa mais central do campo.
Após a partida, o treinador explicou a mudança e revelou que a decisão também levou em consideração a conversa com os próprios jogadores.
“Depois do intervalo, Bernard jogou mais pela esquerda e Castaño mais pelo meio. Eles falaram comigo que iam se sentir mais confortáveis desse jeito. Posso ter um olhar do que podemos fazer, mas eles estão dentro do campo.”
As alterações ajudaram o Atlético a manter a intensidade e aumentar a presença no campo de ataque. Alan Minda, Victor Hugo e Gustavo Scarpa também entraram ao longo da etapa final e contribuíram para a reação.
O relógio avançava, mas o Galo não diminuía a intensidade.
O empate finalmente veio aos 32 minutos.
Fred recebeu a bola e encontrou Victor Hugo dentro da área. O camisa 30 dominou e finalizou forte para vencer Otávio.
1 a 1.
A Arena MRV explodiu.
O gol devolveu ao Atlético a possibilidade de buscar a classificação no tempo regulamentar. E o Galo não diminuiu o ritmo.
A pressão continuou. Victor Hugo ainda acertou a trave, e a equipe seguiu rondando a área.
Até que a conexão que havia construído o empate voltou a aparecer.
Aos 43 minutos, Victor Hugo encontrou Fred na entrada da área.
O camisa 7 finalizou de primeira, colocado, no canto de Otávio.
2 a 1.
Virada.
Classificação.
E um momento que Fred jamais esquecerá.
Em seu primeiro jogo como titular na Arena MRV, diante da Massa, o meio-campista marcou seu primeiro gol como profissional pelo Atlético e decidiu o clássico que colocou o Galo na semifinal da Copa do Brasil.
Na comemoração, a Arena MRV veio abaixo.
“Estou muito feliz com a partida de todo mundo. Nossa equipe se doou, fez uma grande partida e merecemos a classificação.”
A participação decisiva nos dois gols também resumiu uma noite em que o Galo encontrou, no banco de reservas, mais uma peça fundamental para construir a virada. Victor Hugo marcou o empate e deu a assistência para Fred fazer o gol da classificação.
De volta aos gramados após superar um período no departamento médico, Victor Hugo saiu do banco de reservas e foi determinante para a reação atleticana.
O camisa 30 marcou o gol de empate aos 32 minutos e, onze minutos depois, voltou a aparecer de forma decisiva, desta vez como garçom. Com precisão, encontrou Fred para o gol da virada e da classificação.
Na zona mista, Victor Hugo celebrou a participação direta nos dois gols em uma noite que marcou sua volta aos gramados.
O jogador destacou a importância de todo o trabalho realizado durante o período no departamento médico e a satisfação de poder retribuir esse esforço justamente em uma decisão de Copa do Brasil.
Com a classificação garantida, Victor Hugo também reforçou a importância de manter a dedicação e o foco do grupo na sequência da temporada, mirando novas conquistas.
A classificação teve protagonistas, mas foi construída por todo o elenco.
Renan Lodi ressaltou que a força do Atlético já havia aparecido antes mesmo da expulsão. Para o lateral, o Galo fazia uma boa partida quando as equipes ainda estavam completas.
“Não foi só 11 contra 10. A gente estava muito bem na partida, construindo, quando estava 11 contra 11 também.”
Lodi também destacou a contribuição dos jogadores que entraram durante a partida e a força que o grupo vem construindo ao longo dos últimos meses.
“Isso mostra o que a gente tem construído como grupo, como dedicação e como a gente tem acreditado.”
O lateral também lembrou que o Atlético ainda não conquistou nada, mas destacou a importância do trabalho que vem sendo realizado.
A vitória foi a 14ª partida consecutiva do Atlético sem perder na temporada. São oito vitórias e seis empates na sequência.
A reação atleticana também aparece nos números da partida. O Galo terminou o clássico com 61% de posse de bola, além de ter finalizado 25 vezes, contra 13.
O domínio na construção das jogadas também foi evidente. O Atlético trocou 554 passes, com 84% de acerto, e teve oito escanteios.
No ataque, foram 25 finalizações, sendo nove no gol, duas na trave e seis bloqueadas.
O Galo também registrou 12 desarmes, contra oito, e terminou a partida com apenas um cartão amarelo.
A classificação também foi marcada por histórias de entrega antes mesmo de a bola rolar.
Everson era dúvida para o clássico por causa de uma lesão sofrida no jogo de ida. Ainda assim, esteve entre os titulares.
Após a partida, o médico Rodrigo Lasmar revelou que o goleiro atuou com uma fratura no pé esquerdo. Everson vinha realizando tratamento intensivo desde o primeiro confronto e recebeu bloqueio anestésico para conseguir treinar e jogar.
O procedimento foi repetido no intervalo.
“Sentimento de alívio, de alegria, de gratidão pros meus companheiros.”
O goleiro também agradeceu ao departamento médico, à fisioterapia e à família pelo trabalho realizado nos dias anteriores ao clássico.
“Estou muito feliz de ter me sacrificado, ter conseguido jogar, ter conseguido ajudar a equipe a passar de fase.”
Agora, Everson precisará interromper as atividades para tratar a fratura. O tratamento será conservador, sem necessidade de cirurgia.
A vitória colocou o Atlético na semifinal da Copa do Brasil e manteve o Galo vivo na busca pelo título.
O adversário será o vencedor do confronto entre Grêmio e Internacional.
As semifinais estão previstas para os dias 1º e 8 de novembro.
Antes disso, o Galo volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. No sábado (5), enfrenta o São Paulo, às 18h30, no Morumbis, pela 26ª rodada.
Mas a noite de 1º de setembro já ganhou um lugar especial na temporada.
Foi uma noite de pressão. De desvantagem. De adversidade. De insistência.
Uma noite em que o Galo não parou de acreditar.
E, diante da Massa, virou o clássico, eliminou o rival e avançou.
ATLÉTICO 2 x 1 CRUZEIRO
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final (volta)
📍 Local: Arena MRV – Belo Horizonte
📅 Data: 1º de setembro de 2026
⚽ Gols: Kaio Jorge (29′ 1T), Victor Hugo (32′ 2T) e Fred (43′ 2T).
Atlético: Everson; Natanael (Gustavo Scarpa), Ruan (Vitão), Vitor Hugo, Renan Lodi; Alan Franco (Alan Minda), Kevin Castaño; Bernard (Victor Hugo), Fred, Cuello; Cassierra (Reinier).
Técnico: Eduardo Domínguez.
Cruzeiro: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus (João Marcelo), Villalba; Lucas Romero, Gerson (Matheus Henrique), Matheus Pereira (Gabriel Rojas); Wesley (Kaique Kenji), Arroyo, Kaio Jorge (Neiser Villareal).
Técnico: Artur Jorge.
🟨 Cartões amarelos: Natanael (Atlético); Otávio, Kaio Jorge, Villalba, Lucas Romero, Fabrício Bruno e Arroyo (Cruzeiro).
🟥 Cartão vermelho: Villalba (Cruzeiro), pelo segundo cartão amarelo.
👥 Público: 42.992 torcedores
Arbitragem: Raphael Claus (SP), Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)